A definição de um programa nacional para massificar o acesso à banda larga no Brasil foi adiada em três semanas pelo presidente Lula.
Hoje, o Ministério das Comunicações enviou à Presidência o desenho um programa que prevê aliar investimentos públicos, incentivos fiscais e o uso de até 21 mil quilômetros de redes de fibra óptica ociosos nas mãos de empresas públicas para elevar a concorrência no setor e ampliar o acesso à banda larga em todo o país.
De acordo com o plano do Ministério das Comunicações, a execução do ambicioso plano permitirá que 50% dos domicílios brasileiros tenham acesso à banda larga de pelo menos 1 Mbps até 2014. O programa prevê investimentos de R$ 75 bilhões em redes de banda larga nos próximos quatro anos, somando gastos públicos e privados no setor.
Lula pediu mais tempo para definir o plano pois há divergências no governo sobre como explorar as redes de fibra óptica ociosas disponíveis no país.

A pasta das Comunicações, por exemplo, defende que estas redes sejam entregues às empresas de telefonia, para que elas – mediante incentivos fiscais – levem a banda larga até os menores municípios do Brasil.
Já o Ministério do Planejamento quer que toda infraestrutura nova fique a cargo da Telebrás, para que a empresa pública opere a rede o forneça serviços diretamente ao consumidor.
A Casa Civil por sua vez defende um modelo híbrido. Nele, a Telebrás seria gestora da nova rede, mas delegaria a pequenos provedores o uso da rede e o trabalho de levar a conexão até a casa dos usuários. Assim, haveria mais competição no setor, argumenta a Casa Civil.
Caberá ao presidente Lula optar pelo modelo que julgar melhor, o que deve acontecer em três semanas. O governo tem pressa em colocar o Plano de Banda Larga para funcionar já pretende usar o programa como trunfo nas eleições do próximo ano.
(info.abril.com.br)



